segunda-feira, 16 de setembro de 2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Eu não sei.

Eu não sei.

Simples assim.

Complicado assim.

Não vou mentir, eu realmente estou gostando dessas aventuras.

De certa forma era o que eu vinha procurando a um tempo.

Aprendendo aos poucos a me soltar um pouco mais, em um mundo diferente do que eu conhecia.

Completamente fora da minha zona de conforto.

Eu tinha medo de nunca conseguir soltar os fios que me mantem presa e ser livre.

Eu ainda tenho medo, na verdade.

Tem tanta coisa que eu quero fazer.

E a incerteza ela me intriga, mas é de certa forma que me mantem seguindo em frente.

Pois nós construímos a própria sorte.

É somente não conhecendo o que vem pela frente que criamos coragem de lutar para que cheguemos onde pretendemos.

O que não deixa de ser irritante pois paciência é uma das coisas que vem faltando nas nossas vidas ultimamente.

É tudo muito rápido e queremos tudo para ontem.

Esperar por algo que pode ser que não aconteça é arriscado, mas é assim que chegamos lá.

Quando menos esperamos.

Pelo menos é o que dizem.

Talvez seja porque é quando esperamos ter algo que não temos nos focamos nessa ausência de maneira que não percebemos nos detalhes do dia a dia o que vem se formando ao redor de nós, e que vai nos guiando a um lugar as vezes até melhor do que pretendemos.

Mas só nos damos conta disso quando desistimos.

Quando dizem que é quando menos esperamos, não é porque cai do céu, mas porque sem perceber nos fizemos chegar lá.

Mas somente conseguimos enxergar o nosso redor com mais clareza quando ficamos no escuro.

Pois é somente quando não conseguimos mais vez saída que surge a necessidade de encontrar luz.

E talvez seja isso, talvez eu esteja encontrando a luz.

Ou não.

Eu não sei.

Andressa Kieling
22/08/13






quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O nosso lado criança a beira de um abismo de incertezas.

E quando vemos estamos sendo cobrados por coisas que nem sabíamos ser possível.

Por coisas que não faziam parte do nosso papel.     
Temos medos, receio. 

Ficamos perdidos. 

Temos que aprender a lidar com a situação.

Mas como?! 

Tentamos, mas é tudo tão novo e assustador que tentamos desesperadamente voltar para o que éramos antes. 
   
Quem sabe assim não diminui as exigências?         

Tentamos viver um dia após o outro. 
  
Demos um grito silencio de socorro quem sabe alguém entenda o pânico que está vivo em nossos olhos. 

 Afinal é isso que vivemos procurando alguém que nos entenda nos aconchegue e nos ajude nos cobrando mas sem soltar as nossas mãos querendo dizer que mesmo assim ele estará ai no seu lado para nos ajudar quando precisar. 
   
Um porto seguro. 

Mas enquanto não encontramos vivemos em agonia tentando ao máximo aproveitar a vida e encarar de frente todos nossos novos deveres, mas as vezes não conseguimos, é difícil as vezes tudo que queremos e sentar e chorar até não poder mais. 

Por toda a dor, para fora. 
   
A dor da procura, do vazio do medo de não alcançar as expectativas que o mundo jogou sobre o nosso colo. 

Aos poucos vamos aprendendo a lidar com elas mas é complicado, pode ser um processo demorado. 

Muitas vezes tentamos nega-lo, e fugir voltar no tempo voltar, voltar a ser criança. As incertezas do que fazer, do que é certo ou errado.... 

Somos tão novos nisso... 

Éramos inocentes costumávamos a viver de brincadeiras, nada muito sério e de repente despenca mil e uma obrigações na nossa cabeça.

E elas nos abrem alguns caminhos que antes não nos era permitido nem chegar perto. 

Só que de certa forma ainda somos crianças e não vai ser fácil nos livrarmos do espírito leve calmo e descompromissado. 

E essa criança dentro de nós que se sente livre no mundo só quer aproveitar né?! 

Obrigações só mais tarde.

Mesmo não sendo o certo. 

E aos poucos vamos nos dando conta de certas coisas, e nosso mundo não é tão cor de rosa como pensávamos... 

Ele é cinza, com algumas cores. 

Mas predominantemente cinza e tentamos a todo custo pinta-lo novamente mas vocês atrapalham, e cada traço colorido que tentamos a todo o custo colorir  tem alguém com uma borracha gigante prestes a apaga-lo e cada dever e compromisso acaba ocupando nosso tempo, acabamos ficando cansados, exaustos sem tempo para colorir o mundo que cada vez escurece mais. 

Estamos desesperados queremos nos livrar de todo compromisso e sair por ai com baldes de tinta alegrando o mundo todo.

É difícil.

Tentamos então conciliar as duas coisas. 

Mas nem sempre dá certo, e é só sair da linha uma vez que já vem você reclamar de novo.
    
E as coisas boas que fazemos?!  
    
Não servem para nada? 
   
Tentamos do nosso jeito torto caminhar sobre nossos pés é natural que caiamos as vezes, ou muitas delas, mas não cobre tanto!
    
A gente tenta tá?! 
    
Não queremos ficar subordinados a todos estes impasses. 
   
Queremos liberdade... Sei lá... Não sei se estamos certos mas queremos tentar para ver onde vai nos levar. 
    
São tantos caminhos a nossa frente que não sabemos ao certo qual tomar, vivemos em um mar de incertezas. 

Andressa Kieling
08/06/12